domingo, 19 de agosto de 2012

notícias

Olá pessoal que acompanha o blog, estou de passagem hoje para avisar que estou me mudando, sim me mudando para o endereço: http://lehaubert.tumblr.com/
Então tudo continua ainda mais lindo e fofo lá, espero uma passadinha, beijinhos :*
L.E.Haubert

quinta-feira, 9 de agosto de 2012


"Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância. Pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono! Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… "

- Clarice Lispector
A penumbra era a certeza concreta de que existia um mundo iluminado lá fora, continuando a girar sem anunciar o final dos tempos, era a idealização encarnada de esperanças inúteis. Katrina sabia dessa verdade gravada em suas veias, titubeadas e enaltecidas através de suas assimilações físicas. A montante em suas mãos tinha punho de rubis, afiada dos dois lados reluzindo o seu lema: A escuridão que sou, me é também. 
O gume franco, o corte sereno com a sutileza de um amante, os golpes estoicos calculados milimétricos a encaixarem em uma adversário feio todo de poeira e retalhos. De bonecas e ilusões, inflado com sonhos flutuantes em barris de pólvora e o perigo vinha do interior, das brumas celestiais.
O quarto tinha paredes negras, envolvidas em reformatórios mentais, o vácuo era metade de todo o existente, incluindo dela, os objetos caídos rachados indicavam a simetria bilateral do humor vacilante caminhando em tropeços. Os olhos em cinzas cerimoniais condiziam aos lábios vermelhos de sangue, esguia e forte, ela galgava despertando o primitivo da alvorada, de seu universo particular e do restante, a espada uma extensão de quem era, da personalidade e caráter das cartadas estratégicas pulsáteis lívidas de pudor, embargada na pura liberdade.
E assim ela seguia os trechos confusos de sua pacata existência moldado coisas desinteressantes para saborear o poder ínfimo de breve, mas doce.

sábado, 28 de julho de 2012

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Ando me sentindo com falta de espaço, preciso me livrar constantemente com desculpas bobas das pessoas para ler, para estudar, gostaria de poder tocar um pouco sozinha também, o que é curioso no minimo das explicações, porque minha presença me é deplorável sem poupar a redundância boba dai depois de exortar bate uma nostalgia que não vai embora até adormecer com o som da televisão ligado em algum canal de língua desconhecida. Tenho desconfiado que preciso tomar mais chás, mais sonhos e mais esperanças antes de acordar para o mundo cada manhã.

terça-feira, 17 de julho de 2012

sábado, 30 de junho de 2012

Era aquele final de madrugada rugoso, nenhum vestígio são poderia diminuir-lhe a dor pelos pedaços separados, seus cacos espalhados no chão, acima do tapete persa de muito bom gosto requintado de detalhes. Ela passara tempo demais ali, sentada, interrompendo a circulação de sua perna esquerda para recordar qualquer coisa que o valha. As pessoas lhe eram custosas, as batidas implicantes do relógio saudavam-na desesperadamente; ninguém seria capaz de salvá-la, pois fora somente o mundo o causador de seus anseios.
Ou ela prometera concordar com isto em algum ponto entre as duas e meia e as três, junto com o punhado de situações quais reverteram espaçosas. Entre suspiros agitados, arrepios indo até a coluna e o cabelo desarrumado armado como um leão derrubara lágrimas mornas iguais aos ventos do outono febril. Ao despertar do relógio, o rock clássico, o chá descendo-lhe pela garganta amarga, sorrira tolamente, engolira tudo, limpara os resquícios e assim levantara para mais um dia sorrindo sem deixar suspeitas. É ninguém imaginava.