domingo, 8 de maio de 2011

Sentimentos

O vento percorre a planície carregando todas as imaturidades. As folhas assobiam pelo caminho brincando umas com as outras. Os espíritos percorrem as vastidões entre as solidões e de repente lá estão eles velados em seus próprios sonhos permitindo-se viver, doar-se um para com o outro. Ele com toda sua jovialidade e maledicência, ela com sua ingenuidade e o sabor da realidade para provar. Do céu os deuses invejam pela falta de tempo que ambos têm, pela fragilidade humana que é cobiçada. Quando se tem a eternidade à vida passa a não ser nada além de uma flor sempre a espera do sol para desabrochar. Eles trocam caricias ingênuas e seus lábios volte e meia agem como imãs aproximando-se com tamanha intensidade. O tempo corre sem importar-se com eles é provável que anos se passem e o amor deles desapareça lentamente como neve derretendo-se, porém há também a possibilidade de que o perecer seja eterno e aqueles corações jamais se desliguem. Ao final não importará qual ínfima opção o destino optou, porque por enquanto assim com as ninfas ao redores tudo para eles é apenas o nada.

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