domingo, 8 de maio de 2011

Último Guerreiro

As sensações térmicas o tornam desconcertado. Próximo a fogueira ele se impressiona com a noite enluarada. Nosso herói tenta resistir a mais sutil e encantadora das canções, tem uma batida leve e pode ser carregada por um longo período inconstante de graves e baixos. Ele sentia o medo fluir como drogas em suas veias. Sempre próximo de si descansa na bainha sua espada com o fio prateado assustando até mesmo o maior e mais corajoso dos seres. Uma vez em conjunto eles derrubaram batalhões, salvarão inocentes e embebedaram-se de seu código de honra e glória, porém agora tudo perece. Stark não possui mais nada daquilo que valorizava o cavaleiro recua mata adentro assustado como uma presa de um lobo das altas montanhas da desconhecida América. Suas feições são duras e deixam transparecer aquilo que um dia fora chamado de pesadelo, pois nem todos os amigos do mundo poupam-lhe da solidão, nem todas as mais belas mulheres são capazes de despertar seu coração frio e apagado e sua força sequer existe. Stark hora homem, hora herói passa por uma transformação se tornando em um espectro noturno de sua angustia. Seu próprio cavalo o observa amedrontado, seu rei caiu e seu povo amante está morto. A desolação surge do último inimigo. Os passos fazem barulho o denunciando. Stark desembainha a espada apressadamente realizando uma prece silenciosa para que suas mãos sejam guiadas pelo criador bondoso e benevolente.
O homem que encontra por inimigo possui feições cruéis e dissimulada, emana de si a impureza de um homem corrupto, pois há quem diga que a raça dos homens um dia já foi pura. As espadas estão levantadas, os pássaros voam rumo ao céu gralhando assustados. Os pés de ambos movem-se como em uma dança com a mais perfeita sincronia. E o som do metal encontrando-se finalmente. As espadas colidem uma com a outra de lado e do outro com maestria os cavaleiros giram seus corpos tornando a atacar, mas ei que teus olhos lhe enganam sem que prevejas e nosso cavaleio erra o golpe fatal selando de tal forma sua sentença de morte. Seus joelhos se dobram e assim em meio tão simplório que o ultimo golpe desfaleceu. O verde vivido cede seu lugar a escuridão e naquela noite a rainha branca a doce lua chorou com postura pela morte de seu ultimo filho na terra, e a história ah esta há de ser repetida milhares de vezes por lendas vos bardos, pois ainda que um esteja de pé restará esperança.

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