sexta-feira, 1 de julho de 2011

Retorno!

Estou aqui, acolá, parto-me em seis, não, seis não, pois não há de ser este meu número de sorte, devo ser treze, sim, trezes, número esplêndido de grande sorte. Afinal o que é sorte? Ah agradar-me-ia sua real existência caso o fosse, assim, apenas por conseqüência, perdões, sei que não ouso fazer sentindo. Ponho-me a questionar, e se Kassandra tivesse feito uma premonição favorável? Páris jamais teria raptado Helena, e Meneslau, ah, este não cruzaria o mar por sua média honra, caso isto tivesse mesmo ocorrido Troia teria realmente sobrevivido além dos tempos?
Ora, pobres gregos, minhas consciência não existiria, os romanos haviam de ser derrotados, Aquiles perder-se-ia em qualquer leito descamado, Apolo reinaria junto a sua bola de fogo poente a cada manhã. Oh meu doce paganismo, amordaça, tece, recria, monte nossa imaginação, espero até hoje por notícias das Valquirias, onde estas foram?
Mas, cá estou, irrito-me, escrevo, apago, retorno a antigas crenças e palavras, para que? Para nada, ou seria para cumprir meu papel na existência. Apaixono-me por um narciso irracional, que em planta não se transformará por aurora do destino, logo se desfalece de um sonho, vaga lembrança, “dolces” desejos. Gostaria poder embriagar-me com cafés e chocolates, aumentar a endorfina, reclamar sobre a rainha violeta, obviamente se a mesma deseja ouvir-me.
Hora, como diz não conhecer a rainha violeta, há ela de ficar carrancuda por tais dizeres, cobrar-me-á providencia que não posso tomar, dou uma dica: procure em tocas de seu jardim.
Quem estabeleceu ao mundo que ouro valia mais que prata? Ou que roupas, são simplórias roupas? Escolhe-lhe, não, me perdoe mais uma vez, meus vícios acabam por me derrotarem a cada metro de minha própria emboscada, pois bem, o que escrevia outrora?
Ah, recordo-me vagamente ia reclamar, afinal bem o gosto, disso morro a séculos, alias o mal do século é a falta de criatividade, a imaginação que se permite derrotar tão facilmente pela racionalidade, crianças peraltas, nem tão peraltas assim, a falta de contado, de ver-nos face a face, assistir a aurora boreais.
Sinto vontade de que leiam minhas vãs perdições, invejo os pintores por suas obras que perduram mais séculos, que minhas gastas folhas de papiro, contudo nem sei porque lhes conto de pintores e minhas invejas!
Confundo-me, assim, sozinha, volte meia meu rosto jovem mostra a alma velha que nele se esconde, meu espírito reclama pelo corpo de barro aprisionado banhado no luar de cristal. Adeus a ti, a mim, a vós ou qualquer outra pessoa de gramática, espero ver-te em breve, que acompanhes minhas loucuras, perca-se em meus devaneios, gradue-se em precipícios e padeça de auroras. Sim, doces auroras e números treze.

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