quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Além

Era meio que noite, meio que frio, meio que fresco. Estava assim deitada, embora duvidasse freqüentemente de meu humor que caducava nas horas, da exímia alegria a uma quase depressão, desta para uma serenidade que de estado durava menos que um piscar, acabava indo procurar fora costumes que se adequassem, dizia a mim mesma que iria mudar, hoje, amanhã, no entanto não o fazia, pois era incapaz, estava enraizada, acostumada demasiadamente em meus saudosos defeitos tão calorosos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

It's too late to apologize ♫♪

Acordei esta manhã, meio que como quem desperta de um sonho inútil e traiçoeiro, jurei ter escutado o barulho de chuva, quais descobri serem canos furados mais tarde, afundei-me nesse desânimo pela falta de chuva, nada me deixa melhor que ela, o som do choque das partículas de água em milhares de bases, o aroma da terra molhada tão fértil, a feliz sensação de ser intocável por instantes, miséros instantes.
É entre essas sensações, ouvindo uma música qualquer que toca em meu mp4, descubro que as letras da canção está mais que recheadas de razão, saboreio lentamente cada silaba como única, sinto muito, mas descobri hoje que é muito tarde para pedir desculpas, por tudo e de tudo
excuses pour aujourd'hui ne sont pas sur le menu.

sábado, 24 de setembro de 2011

Música...

Não sai da cabeça...

Kins of Leon - Use Somebody

I've been roaming around
Always looking down at all I see
Painted faces, fill the places I can't reach

You know that I can use somebody
You know that I can use somebody

Someone like you, and all you know, and how you speak
Countless lovers under cover of the street
You know that I can use somebody
You know that I can use somebody
Someone like you

Off in the night, while you live it up, I'm off to sleep
Waging wars to shake the poet and the beat
I hope it's gonna make you notice
I hope it's gonna make you notice

Someone like me
Someone like me
Someone like me, somebody

(Back Vocal)
I'm ready, I'm ready now
I'm ready now, I'm ready now
I'm ready now, I'm ready now
I'm ready now

Someone like you, somebody
Someone like you, somebody
Someone like you, somebody

I've been roaming around,
Always looking down at all I see

Desejo do dia....



Não tem coisa melhor...


...

De repente o tempo passa, e você percebe coisas, manias, trejeitos que antes não havia visto, você vai a lugares e na saída tem a estranha sensação de que não vai mais voltar, porque de repente aquilo não faz mais parte de você, tudo sempre passa e muda, somente o que fica são os conceitos básicos, as histórias rememoradas, a estação preferida, logo você irá perceber que todos os dias são um novo começo, e uma nova queda!




L.E.Haubert

domingo, 18 de setembro de 2011

Pensamentos!

Fazia calor, as ondas sonoras me irritavam tal qual o deslizar do grafite pelo papel, não possuo certeza se estou completamente lúcida, sei que estudei, isto de repente não me parece suficiente, nada nunca o é. É nesse desejo de uma pequena história nova que me refaço em cinzas, a companhia humana me perturba. Suporto o necessário, busco algum de meus personagens, todos se foram, os que estão recusam-se a falar, não crio histórias, as reconto da maneira que recebo, cruas, sem polias, aguardo a boa vontade de algum deles, até mesmo da morta Rowena. Acabo desistindo, entro no carro, deixo-me levar, inerte, inconscientemente chegam as lágrimas, por derrota, quais tive, quais terei, essa sensação inútil é devastadora, me apavora, queima meus dias, porém a convida para ficar, peço desculpa aos positivistas e românticos, não conheço outras formas de sobrevivência se não esta, é preciso que parte de mim esteja mergulhada em trevas para levantar na próxima manhã. Não desfruto de alegria, mas sim uma serenidade que só obtenho ao contemplar meus verdes campos, quais não me pertencem, se travo os olhos vejo-os como meus, pois então que assim seja.
A nostalgia por meus desejos impossíveis me consome, o sobrenatural me atrai e quando começo a voar desata-me, imagino o dia de amanhã, quase sofro de náuseas. Adorava as manhãs regadas a vastos conhecimentos, e nestas odiava estar presa, a liberdade é uma das poucas coisas quais realmente conjuntaram meu corpo a alma. Volto a transitar em minhas idiotas sanções, decido cortar o que me faz bem, meio minuto após desfaço a ordem, caso-me com o acaso, o coração pena nesse instante, dispenso os auxílios que necessito, entre tristeza e outra sobrevivo a tarde, a noite e o resto da vida.