domingo, 18 de setembro de 2011

Pensamentos!

Fazia calor, as ondas sonoras me irritavam tal qual o deslizar do grafite pelo papel, não possuo certeza se estou completamente lúcida, sei que estudei, isto de repente não me parece suficiente, nada nunca o é. É nesse desejo de uma pequena história nova que me refaço em cinzas, a companhia humana me perturba. Suporto o necessário, busco algum de meus personagens, todos se foram, os que estão recusam-se a falar, não crio histórias, as reconto da maneira que recebo, cruas, sem polias, aguardo a boa vontade de algum deles, até mesmo da morta Rowena. Acabo desistindo, entro no carro, deixo-me levar, inerte, inconscientemente chegam as lágrimas, por derrota, quais tive, quais terei, essa sensação inútil é devastadora, me apavora, queima meus dias, porém a convida para ficar, peço desculpa aos positivistas e românticos, não conheço outras formas de sobrevivência se não esta, é preciso que parte de mim esteja mergulhada em trevas para levantar na próxima manhã. Não desfruto de alegria, mas sim uma serenidade que só obtenho ao contemplar meus verdes campos, quais não me pertencem, se travo os olhos vejo-os como meus, pois então que assim seja.
A nostalgia por meus desejos impossíveis me consome, o sobrenatural me atrai e quando começo a voar desata-me, imagino o dia de amanhã, quase sofro de náuseas. Adorava as manhãs regadas a vastos conhecimentos, e nestas odiava estar presa, a liberdade é uma das poucas coisas quais realmente conjuntaram meu corpo a alma. Volto a transitar em minhas idiotas sanções, decido cortar o que me faz bem, meio minuto após desfaço a ordem, caso-me com o acaso, o coração pena nesse instante, dispenso os auxílios que necessito, entre tristeza e outra sobrevivo a tarde, a noite e o resto da vida.

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