sábado, 30 de junho de 2012

Era aquele final de madrugada rugoso, nenhum vestígio são poderia diminuir-lhe a dor pelos pedaços separados, seus cacos espalhados no chão, acima do tapete persa de muito bom gosto requintado de detalhes. Ela passara tempo demais ali, sentada, interrompendo a circulação de sua perna esquerda para recordar qualquer coisa que o valha. As pessoas lhe eram custosas, as batidas implicantes do relógio saudavam-na desesperadamente; ninguém seria capaz de salvá-la, pois fora somente o mundo o causador de seus anseios.
Ou ela prometera concordar com isto em algum ponto entre as duas e meia e as três, junto com o punhado de situações quais reverteram espaçosas. Entre suspiros agitados, arrepios indo até a coluna e o cabelo desarrumado armado como um leão derrubara lágrimas mornas iguais aos ventos do outono febril. Ao despertar do relógio, o rock clássico, o chá descendo-lhe pela garganta amarga, sorrira tolamente, engolira tudo, limpara os resquícios e assim levantara para mais um dia sorrindo sem deixar suspeitas. É ninguém imaginava.